domingo, 29 de outubro de 2006

Manhãs em contra-relógio

Todos os dias centenas de escolas abrem bem cedo, obrigando muitos alunos a levantarem-se quase de madrugada. E quem sofre com isso? São aqueles que não dispensam um bom sono, aqueles que gostam realmente de dormir (como eu).
Há quem acorde ao som do despertador, do rádio, do telemóvel … Comigo é diferente, pode dizer-se que é um acordar original. Quando estou na melhor parte do sono, acordo com o harmonioso som da minha mãe que grita de minuto a minuto dizendo as horas adiantadas e, que, a partir da quarta vez me destapa. É então que me levanto.
Passa-se então à segunda fase – O Pequeno-almoço. Do quarto à cozinha em passo cambaleante mas acelerado, porque quando se tem um cão cúmplice da mãe que nos morde os tornozelos, temos mesmo que ser rápidos. Agora, no pequeno-almoço, ocorrem os mais variados contratempos que só atrasam: ou são as malditas torradas que se queimam novamente, ou são os desastres com o leite,... Enfim …
Depois de um pequeno-almoço um bocadinho atribulado segue-se o banho. Há que pôr um pouco de música para acordar, ou pelo menos para ajudar a acordar e depois ligar a água quente. Nesta altura é muito frequente perder a noção das horas, mas para solucionar este esquecimento está lá sempre a mãe, que mais uma vez, em tom “melodioso”: «Despacha-te, não vais ficar aí a manha toda. Já viste as horas?! Vamos chegar tarde outra vez!»
À saída do banho, naquela fase de vestir e pôr os livros na pasta (quando ainda não estão lá do dia anterior), se calha de demorar “uns minutinhos a mais”, é necessário correr um pouco até à garagem para ainda apanhar a mãe que não tarda a partir sozinha, ficando os atrasados em casa tendo de apanhar um táxi ou autocarro.
Mas vendo bem a situação, os especialistas são a favor do exercício físico de manhã. Mas a maioria das vezes acaba-se sempre por chegar mais ou menos a horas.
E assim são as minhas manhãs em contra relógio e, provavelmente, não sou a única a que acontecem estas peripécias que tornam as minhas manhãs originais e engraçadas.

Ana Rita Baptista

sábado, 28 de outubro de 2006

Uma mulher misteriosa

Era início da Primavera e o sol já espreitava alegremente anunciando um novo dia! Maria tinha acabado de despertar e começou a arranjar-se para o emprego, como fazia todas as manhãs! Saiu de casa, protegendo-se do frio, e iniciou o seu percurso a pé.
Para poupar tempo cortava caminho, passando por um parque bastante movimentado, mas que àquela hora da manhã ainda estava deserto. Caminhava devagar, expirando pequenas nuvens, sempre com as mãos nos bolsos. Observava os arbustos, as árvores a recuperarem a folhagem e as flores a espreitarem, cada vez mais belas! Distraída, chocou com um senhor que, como se nada fosse, continuou o seu caminho. Foi obrigada a parar, pois quase caíra, e a reparar numa mulher sentada num banco. Parecia ser jovem, mas as roupas que usava, o desgaste da sua pele e a secura do seu cabelo não lhe permitiam calcular ao certo a idade desta mulher misteriosa. Tinha um nariz arrebitado que acompanhava uns olhos tristes, cansados. Na sua boca fina destacavam-se feridas. O seu cabelo era comprido mas com um corte descuidado e antiquado. Tinha uns pés assentes no banco e o corpo debruçado sobre eles. Cobria-se com uma manta castanha.
Maria abanou a cabeça, recompôs-se e continuou o seu destino tentando esquecer o que vira. Sentia que esta mulher não lhe era desconhecida! Talvez passasse por ela todas as manhãs! Durante o dia não conseguiu desviar o pensamento daquela senhora inocente, que a vida maltratava.
Incomodada, saiu do emprego mais cedo e regressou a casa seguindo o percurso de sempre. O parque estava sufocante, cheio de pessoas! Maria procurava-a entre a multidão! Encontrou-a sentada no mesmo banco, sozinha, enquanto que os outros todos transbordavam de gente.
As pessoas passavam por ela evitando olhá-la, mas Maria não resistiu! Apertou o casaco com força e foi sentar-se junto dela!

Isabel Ralha de Abreu

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

O Rapaz Pastor

Em tempos que já lá vão, um pequeno rapaz de cinco anos, chamado Anacleto, que vivia numa aldeia muito distante chamada Clóida, perdeu os pais num violento assalto que tinha decorrido na sua aldeia, atingindo a sua casa, mas do qual o rapaz saíra ileso. A partir daí, Anacleto teve de aprender a viver sozinho, já que ninguém da sua família queria ter mais uma pessoa para sustentar.
Para sobreviver, teve de ir para outra aldeia nos arredores, sempre acompanhado do seu fiel amigo e companheiro, o burro Soiet.
Num dos dias em que andava a pedir esmola, apareceu um homem bem vestido que vivia naquela aldeia, com ar simpático, teve pena dele e acolheu-o em sua casa. O rapaz ficou muito contente porque já tinha casa para onde ir. Logo de seguida, o homem e o rapaz apresentaram-se.
- Olá! Chamo-me Manuel e a minha casa é já ali ao fundo da rua.
- Chamo-me Anacleto e estou muito feliz por ter uma casa onde dormir e comer.
Anacleto acompanhou o seu amigo Manuel até sua casa, sempre com um brilho nos olhos, um brilho muito intenso de alegria. Naquela noite ambos estiveram a conversar até muito tarde, cada um deles queria saber tudo sobre o outro, e assim foi naquela noite.
Na manhã seguinte, Anacleto deixou-se dormir e Manuel foi à garagem, onde o burro tinha passado a noite, para lhe dar comida. Qual não foi o seu espanto quando o burro zurra e ele percebe o que ele diz, pois naquela aldeia, quando havia animais com este dote, as pessoas percebiam tudo o que eles diziam.
Deu-lhe comida e logo depois foi contar ao rapaz a sua descoberta. Anacleto ficou completamente espantado e o homem disse-lhe que se ele quisesse o ajudaria a conseguir ouvir e perceber os animais.
Nessa tarde, ele foi com o rapaz a casa de um amigo seu. Este seu amigo arranjou-lhe um copo com um líquido milagroso que o rapaz bebeu. Passadas umas horas, quando saíram de casa do amigo do Manuel, apareceu um pequeno cão vadio que começou a ladrar. Em seguida, Manuel perguntou ao rapaz se ele percebia o que o cão estava a dizer, e logo o rapaz começou a traduzir palavra por palavra o que o cão dizia.
A partir desse dia, o rapaz foi viajando por todas as aldeias possíveis, sem nunca ter pensado que ficar sem pai e mãe era o fim de uma vida, fazendo com que todas as pessoas pudessem saber traduzir tudo o que os animais diziam.
Passados uns anos Anacleto regressou àquela aldeia, e voltou a ver o senhor Manuel. Nessa altura, já o “rapaz”tinha mulher e filhos e algum dinheiro. Nesse dia falaram muito sobre todas as coisas que aconteceram, e ficaram ambos muito felizes por se voltarem a ver!

Carolina, Cristina, João Maria, João Macedo, João Raio e João Monteiro

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Pedro e o Mundo

Era uma vez um Mundo do futuro muito diferente daquele que conhecemos agora. Um Mundo onde os animais não conheciam os humanos e os humanos não conheciam os animais. Esse Mundo estava dividido em duas partes por um grande muro: a Naturália, dos animais, e Humunlândia, dos humanos.
Na Humunlândia existia muita sujidade e poluição criada pelos humanos. Estes só conseguiam sobreviver graças às máscaras de oxigénio e a água criada em laboratórios, porque já não havia água ou oxigénio no ambiente.
Pedro Silva, um rapaz, filho de dois grandes empresários, já começava a fazer ideia o que era a vida ali, no Mundo.
Certo dia, Pedro vai à janela do seu quarto e vê os seus pais a chegarem do trabalho numa limusina. E fica a pensar: ”Onde é que eles trabalham?”. Já lhes tinha perguntado em que empresa trabalhavam, mas nada. Então decide investigar. Depois dos pais pousarem as malas no escritório e irem para a sala, aproveitou e espreitou para os dossiers. No cabeçalho das folhas dizia “Indústrias Sílvia & Sílvia Inc.”. E na parte debaixo da folha tinha assinaturas dos pais. Pedro tinha visto um dia num “site” ambiental que uma das empresas que mais contribuía para a poluição e imundice de Humunlândia era a empresa “Industrias Silva & Silva Inc”, mas nunca tinha pensado que os seus pais trabalhavam para lá, quanto mais serem eles os proprietários. Decide então fugir de casa. Foi à cozinha dos criados e tirou de lá mantimentos. Pegou numa mochila grande, deitou tudo para lá para dentro mais duas botijas de oxigénio e o mapa da cidade. Escreveu um bilhete aos pais a dizer o que tinha acontecido. Colocou a máscara e saiu. Andou, andou durante várias horas para Este, como lhe indicava a bússola da mochila (já que a poluição era tanta que não se via o sol) e encontrou um muro. Um grande muro de cimento e de algo verde e castanho que não sabia o que era. Pousou tudo e procurou o muro no mapa. “Nunca ninguém me falou disto. Nem sequer vem no mapa! E também não é recente, porque os materiais parecem ser antigos; deve ter uns 70 anos, 80 anos. Vou ver o que acontece se empurrar.”Assim o pensou, assim o fez. Empurrou com força e qual foi o seu espanto quando se abriu uma passagem, secreta. Pedro pôs a mochila às costas e passou para o outro lado do muro já com a máscara.
Passado algum tempo, ouviu o que lhe parecia ser a canção da tabuada que a sua professora lhe ensinara. Foi espreitar pela janela de um edifício e dentro dele via criaturas parecidas com os antigos homens Neandertal que tinha estudado em História. E, para sua surpresa, reparou que ninguém usava máscaras. E que tudo era feito daquelas coisas castanhas e verdes que anteriormente vira no muro. Foi então que foi surpreendido por uma outra criatura parecida com aquelas que tinha visto dentro do edifício, mas muito maior.
- Quem és tu? – perguntou Pedro, confuso.
- Isso pergunto-te eu! – replicou, arrogante, a criatura.
- Sou o Pedro, um humano. E tu? Não me pareces nada um humano!
-Sou Koda, um segurança da escola. Sou um urso. Eu achava que os humanos já se tinham extinguido há mais de 70 anos.
-E eu pensava o mesmo dos animais. Bom, parece que estamos ambos enganados. Que tal se me mostrasses a cidade?
- Está bem. Eu acabo o meu turno às 18:00. São 15:00, daqui a três horas aparece. Se não tiveres sítio para dormir, podes ficar em minha casa.
- Obrigado, Koda. Então vou ver as vistas por perto e às seis aqui estarei para a visita guiada.
As três horas passaram depressa para o Pedro, porque fora explorar o edifício a que o Koda chamava escola. Reparou que não existiam vidros, nem telhas, nem tijolos, nem cimento como os edifícios de Humunlândia.
São 18 horas. Koda explica a Pedro que ali, em Naturália, tudo é feito com materiais vindos da natureza. Por exemplo: os edifícios são feitos de madeira ou canas e os telhados são cobertos de folhas de palmeira. Também explicou-lhe que todos os habitantes de Naturália eram animais: pardais, esquilos, macacos, ursos, etc.
Pedro gostou tanto do modo de vida em Naturália que decidiu tornar-se vegetariano e viver com Koda. Mas, de repente, ouve sua mãe a chamá-lo. Vê que não existe Naturália ou Humunlândia, que não está no ano 2090, mas sim no ano 2005. E também repara que o Mundo não está totalmente poluído. Tudo foi um sonho muito bem sonhado.

Catarina Vítor, Daniel Rocha, Francisco Cordoeiro, Gonçalo Torres, João Castro, João Polónia.

sábado, 23 de setembro de 2006

O Monstro do Bosque

Numa aldeia rodeada de um bosque, corriam boatos sobre um monstro. Dizia-se que vivia no bosque e que aparecia de noite, para se alimentar das pessoas que por lá passassem. Algumas mães chegavam até a assustar os seus filhos, quando estes lhes desobedeciam, dizendo que o monstro do bosque vinha e que os levava. Mas para algumas pessoas aquilo não passava de um boato estúpido que só servia para assustar crianças.
Naquela aldeia, havia um senhor chamado António que era dono da mercearia onde as pessoas iam habitualmente comprar o essencial. Toda a gente gostava dele e achavam-no muito simpático.
Certa noite, o senhor António desapareceu sem deixar rasto. No dia seguinte, as pessoas, que diariamente iam à mercearia, comentavam umas com as outras a sua ausência.
- Onde estará o senhor António? Não era suposto ele estar aqui? - Perguntava uma senhora que ia lá todas as manhãs.
O senhor António continuava desaparecido. Algumas pessoas afirmavam que tinha sido o monstro, e que provavelmente ele já estaria morto. Outras não achavam piada nenhuma à história e acreditavam que ele devia estar doente em casa. Para tirar as dúvidas, decidiram ir a sua casa chamá-lo.
- Senhor António, está aí dentro? - No entanto ninguém respondia. Arrombaram a porta e revistaram a casa, porém ele não estava lá.
A história do monstro começou a entrar na cabeça das pessoas e toda a gente, amedrontada, fechava-se em casa antes de escurecer. Mas um dia, fartas de viver naquele desassossego, juntaram-se para descobrir a verdade sobre o monstro. Resolveram invadir o bosque, e levaram consigo armas e tudo o que se lembraram.
Depararam-se com um velho solitário, a quem a amargura da vida tinha marcado o coração. Tinha umas longas barbas brancas e o seu cabelo era comprido, o que impressionava bastante os habitantes da aldeia. O seu aspecto devia-se à sua vida no bosque, de onde nunca saía.
Os habitantes da aldeia, muito admirados, dirigiram-se ao velho e perguntaram-lhe se tinha visto o Sr. António. Este dirigiu-se à sua casa, acompanhado de alguns habitantes. Lá estava o merceeiro sentado em frente da fogueira a comer castanhas. A multidão, estupefacta e preocupada, perguntou ao Sr. António se estava bem, se tinha sido bem tratado e se conhecia aquele homem tão estranho. O desaparecido disse aos habitantes que o conhecia desde criança. Contou-lhes que tinha passado uma vida difícil, levando-o a refugiar-se do Mundo e a viver em paz com a natureza. Esta diferente experiência de vida fê-lo adquirir grandes vivências e tornar-se num grande sábio.
Como estava a precisar de ajuda, o Sr. António procurou-o em busca de conselhos.
As pessoas da aldeia, bem mais calmas, pediram desculpa ao velho pela maneira agressiva como o tinham tratado. Este compreendeu-as e selaram esta nova amizade, juntando-se todos à mesa comendo castanhas.
A partir desse dia, o velho deixou de ter uma vida solitária. Passou a ser frequentemente visitado pelos habitantes da aldeia, quando estes precisavam de conselhos.

Ana Rita Baptista, Catarina Branco, Daniel Lopes, Diogo Guedes, Gonçalo Reis e João Esteves

domingo, 10 de setembro de 2006

Cada sujeito com o seu defeito

Guilherme era um rapaz bonito! Tinha um rosto arredondado, de onde sobressaíam dois olhos verdes claros, um nariz bem proporcionado e uma boca muito engraçada, com uns lábios carnudos semi-avermelhados. Tinha uns dentes brancos e perfeitos. O cabelo comprido e solto acompanhava o movimento do rosto. Usava-o um pouco despenteado, o que lhe dava um aspecto gracioso. Era alto e muito elegante.
Guilherme tinha doze anos e vivia com os pais, Francisco e Maria, e com a sua irmã, mais velha, Beatriz. Era uma família pobre mas muito honesta, que vivia numa aldeia rodeada por uma vasta floresta.
Apesar da sua família ser bastante feliz, simpática e sempre disponível para ajudar os outros, aceitando o que a vida lhe ia oferecendo, Guilherme parecia não querer ser como os seus. Queria ter uma vida muito melhor e, por isso, andava sempre revoltado e apenas sorria quando lhe ofereciam dinheiro! Era um rapaz complicado! Gostava de tudo à sua maneira e, quando isso não acontecia, revoltava-se e ia refugiar-se na floresta, onde tinha o seu ninho, lugar que conhecia há anos e onde gostava de estar isolado de tudo e de todos.
Todos os dias ia para a escola a pé e sozinho. Aí sentia-se ainda mais revoltado, porque os seus colegas tinham possibilidades para comprar roupa nova e de marca, enquanto que ele era obrigado a vestir roupa que lhe ficava curta. Ainda por cima, velha! Chegava sempre a casa triste e desejoso por uma vida melhor e rica.
Os dias foram passando até que chegou o dia do seu aniversário. Guilherme pensava que os pais lhe iam oferecer o que sempre quis, dinheiro, mas enganou-se. Como ele passava horas na floresta, os pais acharam engraçado dar-lhe uma caixinha com material de orientação que tinha um mapa da aldeia e da floresta. Guilherme reconheceu esta caixa, era do seu pai! Com os olhos já encharcados e cada vez mais furioso gritou:
- Vocês só podem estar a gozar comigo! Nem no dia mais importante da minha vida me dão o que realmente quero! Também nunca fizeram nada para realmente o ter! Ainda por cima têm a lata de me dar um material velho?!? Só eu para nascer na família errada!!! ODEIO-VOS!!!
Enquanto dizia isto, rasgou o mapa e atirou o resto das coisas para o chão, com tal violência que a maior parte se partiu. Quando terminou de dizer o que sentia desatou a correr para o seu refúgio, a floresta. As lágrimas caíam-lhe dos olhos em torrente! No meio daquele desespero correu, correu, sem saber para onde…! Quando finalmente se acalmou, passado muito tempo, reparou que o lugar onde se encontrava lhe era desconhecido! Assustado, recomeçou a correr, sentindo-se cada vez mais perdido.
Em casa, os pais e a irmã estavam bastante preocupados com a demorada ausência do Guilherme e, com a ajuda dos vizinhos, resolveram ir procurá-lo.
Guilherme, entretanto, estava aterrorizado. Ouvia barulhos esquisitos mas só via um número infindável de árvores e sombras. Encostado a uma pedra, soluçava sem parar!
Já tinham passado muitas horas e, quando o medo e o desespero começavam a ser incontroláveis, Guilherme ouviu passos. De repente, por trás de uma luz forte que o cegava, viu a expressão de alegria de sua mãe, decerto por finalmente o ter encontrado! Nunca na vida se tinha sentido tão feliz!!!!
Guilherme passou a dar mais importância à família e aos amigos, pois aprendera uma grande lição…!

Alfredo Pires, César Nunes, Isabel Abreu, Ivo Rocha, Joana Guedes e João Ribeiro.