Numa aldeia rodeada de um bosque, corriam boatos sobre um monstro. Dizia-se que vivia no bosque e que aparecia de noite, para se alimentar das pessoas que por lá passassem. Algumas mães chegavam até a assustar os seus filhos, quando estes lhes desobedeciam, dizendo que o monstro do bosque vinha e que os levava. Mas para algumas pessoas aquilo não passava de um boato estúpido que só servia para assustar crianças.
Naquela aldeia, havia um senhor chamado António que era dono da mercearia onde as pessoas iam habitualmente comprar o essencial. Toda a gente gostava dele e achavam-no muito simpático.
Certa noite, o senhor António desapareceu sem deixar rasto. No dia seguinte, as pessoas, que diariamente iam à mercearia, comentavam umas com as outras a sua ausência.
- Onde estará o senhor António? Não era suposto ele estar aqui? - Perguntava uma senhora que ia lá todas as manhãs.
O senhor António continuava desaparecido. Algumas pessoas afirmavam que tinha sido o monstro, e que provavelmente ele já estaria morto. Outras não achavam piada nenhuma à história e acreditavam que ele devia estar doente em casa. Para tirar as dúvidas, decidiram ir a sua casa chamá-lo.
- Senhor António, está aí dentro? - No entanto ninguém respondia. Arrombaram a porta e revistaram a casa, porém ele não estava lá.
A história do monstro começou a entrar na cabeça das pessoas e toda a gente, amedrontada, fechava-se em casa antes de escurecer. Mas um dia, fartas de viver naquele desassossego, juntaram-se para descobrir a verdade sobre o monstro. Resolveram invadir o bosque, e levaram consigo armas e tudo o que se lembraram.
Depararam-se com um velho solitário, a quem a amargura da vida tinha marcado o coração. Tinha umas longas barbas brancas e o seu cabelo era comprido, o que impressionava bastante os habitantes da aldeia. O seu aspecto devia-se à sua vida no bosque, de onde nunca saía.
Os habitantes da aldeia, muito admirados, dirigiram-se ao velho e perguntaram-lhe se tinha visto o Sr. António. Este dirigiu-se à sua casa, acompanhado de alguns habitantes. Lá estava o merceeiro sentado em frente da fogueira a comer castanhas. A multidão, estupefacta e preocupada, perguntou ao Sr. António se estava bem, se tinha sido bem tratado e se conhecia aquele homem tão estranho. O desaparecido disse aos habitantes que o conhecia desde criança. Contou-lhes que tinha passado uma vida difícil, levando-o a refugiar-se do Mundo e a viver em paz com a natureza. Esta diferente experiência de vida fê-lo adquirir grandes vivências e tornar-se num grande sábio.
Como estava a precisar de ajuda, o Sr. António procurou-o em busca de conselhos.
As pessoas da aldeia, bem mais calmas, pediram desculpa ao velho pela maneira agressiva como o tinham tratado. Este compreendeu-as e selaram esta nova amizade, juntando-se todos à mesa comendo castanhas.
A partir desse dia, o velho deixou de ter uma vida solitária. Passou a ser frequentemente visitado pelos habitantes da aldeia, quando estes precisavam de conselhos.
Naquela aldeia, havia um senhor chamado António que era dono da mercearia onde as pessoas iam habitualmente comprar o essencial. Toda a gente gostava dele e achavam-no muito simpático.
Certa noite, o senhor António desapareceu sem deixar rasto. No dia seguinte, as pessoas, que diariamente iam à mercearia, comentavam umas com as outras a sua ausência.
- Onde estará o senhor António? Não era suposto ele estar aqui? - Perguntava uma senhora que ia lá todas as manhãs.
O senhor António continuava desaparecido. Algumas pessoas afirmavam que tinha sido o monstro, e que provavelmente ele já estaria morto. Outras não achavam piada nenhuma à história e acreditavam que ele devia estar doente em casa. Para tirar as dúvidas, decidiram ir a sua casa chamá-lo.
- Senhor António, está aí dentro? - No entanto ninguém respondia. Arrombaram a porta e revistaram a casa, porém ele não estava lá.
A história do monstro começou a entrar na cabeça das pessoas e toda a gente, amedrontada, fechava-se em casa antes de escurecer. Mas um dia, fartas de viver naquele desassossego, juntaram-se para descobrir a verdade sobre o monstro. Resolveram invadir o bosque, e levaram consigo armas e tudo o que se lembraram.
Depararam-se com um velho solitário, a quem a amargura da vida tinha marcado o coração. Tinha umas longas barbas brancas e o seu cabelo era comprido, o que impressionava bastante os habitantes da aldeia. O seu aspecto devia-se à sua vida no bosque, de onde nunca saía.
Os habitantes da aldeia, muito admirados, dirigiram-se ao velho e perguntaram-lhe se tinha visto o Sr. António. Este dirigiu-se à sua casa, acompanhado de alguns habitantes. Lá estava o merceeiro sentado em frente da fogueira a comer castanhas. A multidão, estupefacta e preocupada, perguntou ao Sr. António se estava bem, se tinha sido bem tratado e se conhecia aquele homem tão estranho. O desaparecido disse aos habitantes que o conhecia desde criança. Contou-lhes que tinha passado uma vida difícil, levando-o a refugiar-se do Mundo e a viver em paz com a natureza. Esta diferente experiência de vida fê-lo adquirir grandes vivências e tornar-se num grande sábio.
Como estava a precisar de ajuda, o Sr. António procurou-o em busca de conselhos.
As pessoas da aldeia, bem mais calmas, pediram desculpa ao velho pela maneira agressiva como o tinham tratado. Este compreendeu-as e selaram esta nova amizade, juntando-se todos à mesa comendo castanhas.
A partir desse dia, o velho deixou de ter uma vida solitária. Passou a ser frequentemente visitado pelos habitantes da aldeia, quando estes precisavam de conselhos.
Ana Rita Baptista, Catarina Branco, Daniel Lopes, Diogo Guedes, Gonçalo Reis e João Esteves